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29 de Setembro de 2017

Patologia, fundamental para os diagnósticos médicos

De área de atuação vasta na medicina, a anatomia patológica tem entre suas funções avaliar alterações em células, tecidos e órgãos para determinar o diagnóstico de inúmeras doenças. Mais conhecida quando se fala em suspeita de câncer, onde o patologista analisa o tumor para saber se ele é maligno ou benigno, a patologia é muito mais utilizada no dia a dia médico do que imaginamos.

Quem explica é a patologista Dra. Dora Grimaldi, que junto com as também patologistas Dra. Alda Guembarovski (mestrado em patologia molecular do câncer da mama) e Dra. Marina Kishima (doutorado em patologia molecular do câncer da mama) atua no laboratório Micropar. “A patologia é a área que confirma a maioria dos diagnósticos de doenças com o uso do microscópico. Câncer, patologias da pele, gastrites, mutações genéticas, doenças pulmonares e também a citologia (aquele exame conhecido por preventivo ginecológico) estão entre as doenças que precisam da avaliação anatomopatológica para se confirmar ou descartar um diagnóstico”, exemplifica.

Em geral, o tecido é retirado do paciente por meio de cirurgias ou exames (como o citológico, endoscopia, dentre outros) e segue para a análise. “Várias são as etapas que esta amostra percorre para ser avaliada no microscópico ao final. Ela é preparada até que chega à lâmina que avaliamos”, descreve. De um dia para o outro, a maioria dos exames têm o resultado pronto. Em casos de punções por agulha fina ou durante exames de ato cirúrgico o resultado é imediato.

A Patologia atua de perto com a grande maioria das subespecialidades médicas. Em alguns momentos, o patologista está presente no ato cirúrgico, como nas cirurgias de câncer de mama. “Durante o ato cirúrgico, o tumor é retirado e avaliado pelo patologista para confirmar a malignidade, já previamente estabelecida, e também para avaliar margens e se há metástases da doença nos linfonodos axilares. Se o exame de congelação for negativo para metástases, preserva-se a cadeia linfática evitando o edema pós-operatório”, pontua Dra. Dora.

Essa mesma situação vale para outras neoplasias, como câncer de tireoide, estômago, ovários, pâncreas, pulmão, dentre outros. É a partir do diagnóstico revelado na avaliação anatomopatológica do tecido que se determina o quanto será preciso retirar da área afetada. “Assim temos hoje a possibilidade de cirurgias mais efetivas e menos agressivas”, pontua a patologista.

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