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18 de Setembro de 2017

Nova técnica para o implante de marca-passo.

Nova técnica para o implante de marca-passo. Procedimento foi realizado pela primeira vez em Londrina no Hospital Araucária.

Há quase 60 anos ocorreu o primeiro implante de marcapasso cardíaco no mundo, realizado pelo cirurgião cardíaco sueco Dr. Ake Senning, em 1958. Desde então, houve uma expressiva evolução do design, da programabilidade e da longevidade destes aparelhos que salvam milhares de vidas anualmente. Graças a esta evolução, uma nova técnica está sendo utilizada. Ela foi aplicada pela primeira vez em Londrina este mês pelo cardiologista Dr. Gustavo Reis e equipe.

Segundo ele, a nova técnica traz vantagens importantes para os pacientes que necessitam de marca-passo. Nela, o marca-passo é posicionado com o objetivo de fazer com que o coração bata de forma mais fisiológica, o que geralmente não é alcançado com a técnica tradicional e pode acarretar em uma insuficiência cardíaca em alguns casos.

“O sistema de estimulação cardíaco artificial é usualmente composto por um gerador posicionado sob a pele, um eletrodo atrial e um eletrodo ventricular, responsáveis pela transmissão dos estímulos elétricos ao coração. O marca-passo está indicado para pacientes com distúrbios do sistema de condução elétrico do coração, como nas bradicardias e nos bloqueios atrioventriculares. Diversos estudos e a prática clínica demonstram que apesar do estímulo do marca-passo ser vital para muitos pacientes, uma parcela pode desenvolver ao longo do tempo um quadro clínico de insuficiência cardíaca induzida pela estimulação artificial cardíaca, conhecida como cardiomiopatia induzida pela estimulação artificial”, esclarece.

O cardiologista explica que os pacientes com maior susceptibilidade para desenvolver esta cardiomiopatia são aqueles com redução prévia da função ventricular esquerda (fração de ejeção do ventrículo esquerdo menor que 40%) e aqueles que dependerão do estímulo ventricular do marcapasso em mais de 40% do tempo. “Quando o paciente apresenta indicação de marca-passo cardíaco, a técnica usual consiste no implante de um eletrodo no átrio direito e outro no ventrículo direito, habitualmente distantes do sistema de condução fisiológico, podendo acarretar um batimento dissincronizado”, pontua.

Por conta desta dissincronia, desde o início deste milênio é crescente a preocupação em estimular o coração de modo mais fisiológico, usando o máximo possível do sistema de condução cardíaco do paciente. “Neste contexto, surgiu o que chamamos de estimulação cardíaca Hissiana, denominação derivada do uso do sistema His-Purkinje existente em nossos corações”, descreve Dr. Gustavo.

Segundo ele, a estimulação cardíaca Hissiana é tecnicamente mais complexa que a tradicional, requer o uso de técnicas de eletrofisiologia invasiva, mas os resultados dos estudos com esta modalidade de estimulação têm demonstrado que sua realização é factível, segura e clinicamente superior ao implante convencional. “Ainda não há dados suficientes para tornar a estimulação Hissiana padrão para o implante de marca-passo, cabe ao especialista individualizar cada caso”, ressalta o cardiologista.

Ele completa que a manutenção da performance e sincronia ventricular feita pelo marcapasso Hissiano reduz o risco de insuficiência cardíaca e, em alguns estudos, foi capaz de reverter a disfunção ventricular prévia causada pela dissincronia. No Brasil há poucos casos com esta técnica, a equipe de Eletrofisiologia Cardíaca de Londrina foi pioneira, representada pelo Cardiologista Dr. Gustavo Galli Reis.

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